Orientações

Indicação para o uso de dispositivos coletores

A indicação dos equipamentos dependerá das características da estomia como, tipo, temporalidade, localização, protrusão, tamanho da estomia, formato, contorno abdominal, complicações precoces ou tardias e características do efluente.  Em relação à pele periestomia é necessário avaliá-la quanto à integridade. (SHIMURA, 2016).

Pós operatório

Figura 1: Bolsa transparente

No pós-operatório imediato, recomenda-se o uso de bolsa de material transparente e drenável, de uma peça, a fim de possibilitar a observação das características da estomia e de seu efluente. (BURCH, 2014a; FARIA, 2016). 

Para os pacientes com ileostomia, recomenda-se o uso de bolsa drenável opaca, a qual deve ser esvaziada quando estiver com um terço ou menos da metade de sua capacidade. (BORGES; RIBEIRO, 2015).

Pacientes com ileostomia

Figura 3: Bolsa fechada

Quando tratar-se de uma colostomia descendente ou sigmoidostomia, recomenda-se o uso de bolsa fechada, opaca, com filtro que permita a eliminação de gases. Essa bolsa é indicada para pacientes que apresentem, no máximo, duas eliminações ao dia, considerando que o dispositivo coletor deve ser trocado logo após a eliminação do efluente. (BORGES; RIBEIRO, 2015).

Colostomia descendente e sigmoidostomia

Figura 4: Bolsa de uma peça opaca com filtro

Figura 5: Bolsa de duas peças opaca com filtro

O uso de bolsa drenável, de uma (Figura 4) ou duas peças (Figura 5), opaca, de preferência com filtro é indicado a pessoas com colostomias que apresentam mais de duas eliminações por dia. (BORGES; RIBEIRO, 2015).

Bolsa drenável e duas peças

No que se refere a bolsas de estomias com placas convexas (Figura 6), a necessidade se dá pela característica da estomia no que se refere à protrusão. Pode ser utilizada por pessoas com colostomia, ileostomia e urostomia, com a finalidade de gerenciar infiltrações decorrentes de estomias retraídas e entorno irregular da pele periestomia. (HOEFLOK; PURNELLl, 2017).

Considera-se adequado para colostomias uma protrusão da alça de 5 milímetros. Para as ileostomias e as urostomias, por sua vez, recomenda-se 25 milímetros, direcionando, dessa forma, os efluentes para dentro da bolsa coletora, o que minimiza seu contato com a pele na área do recorte da base. (BURCH, 2014b).

A convexidade é definida como a curvatura da placa adesiva em direção à pele. Produtos convexos são frequentemente citados como os meios indicados para estomas retraídos, a fim de compensar irregularidades na pele periestomia. (HOEFLOK et al., 2017).

Para as urostomias, o equipamento coletor deve ter placa capaz de adaptar-se na pele periestomia, a fim de formar uma barreira de proteção e prevenir lesões. As bolsas para urostomia (Figura 7) possuem válvulas internas antirrefluxo, as quais evitam que a urina coletada na bolsa retorne para a base adesiva (BURCH, 2014a). A bolsa também deve apresentar uma válvula de drenagem na parte inferior, para que seja possível ser esvaziada quando estiver a um terço de sua capacidade (BORGES; RIBEIRO, 2015).

Durante a noite, o usuário urostomizado, poderá utilizar o dispositivo coletor urinário noturno (Figura 8), que é adaptado à bolsa coletora e fixado na beira da cama (BURCH, 2014b). Esse dispositivo em capacidade para coletar até 2000 ml de urina. Dessa forma, a pessoa não necessita acordar para esvaziar o dispositivo. Nessa perspectiva, durante o dia, o urostomizado poderá utilizar um dispositivo com capacidade para 500 ml, fixado na perna por meio de cinta elástica. (BORGES; RIBEIRO, 2015; BURCH, 2014a; CESARETTI et al., 2015).

Figura 6: Placa convexa

Figura 7: Bolsa de urostomia

Figura 8: Dispositivo coletor urinário noturno

O paciente em uso da bolsa coletora deve ser foco de práticas educativas para seu manuseio adequado, e orientado sobre como e quando trocar a base adesiva (conforme passos descritos abaixo). Dessa forma, pode-se prevenir lesões de pele decorrentes do vazamento do dispositivo. (BURCH, 2014b).

Trocar a placa a cada 4 -6 dias

Trocar a placa a cada quatro a seis dias, conforme ponto de saturação, que indica durabilidade máxima do coletor. A partir daí há risco de infiltração dos efluentes por baixo da base adesiva, ocasionando lesões na pele.

Retirar a placa com delicadeza e no chuveiro

A retirada da placa adesiva do dispositivo coletor deve ser realizada delicadamente, de cima para baixo, para não traumatizar a pele e evitar vazamento. O procedimento pode ser realizado durante o banho no chuveiro, pois facilita a retirada da bolsa.

Limpar a pele e secar

Apos a retirada da base adesiva, limpar a pele periestomia e secar com o tecido macio. Para higiene e hidratação da pele utilizar apenas os adjuvantes necessários de acordo com as especialidades da estomia e pele periestomia.