Orientações

Complicações nas estomias e região da pele peristomia

Complicações

Lesões pseudoverrucosas

A lesão pseudoverrucosa é uma sequela incomum da dermatite de contato crônica decorrente da exposição prolongada à umidade. (STEINHAGEN; COLWELL; CANNON, 2017). Caracteriza-se pela presença de pápulas ou 

pequenos nódulos de cor acinzentada ou vermelho-púrpura, com formato plano ou discretamente protruso. Pode desenvolver-se na borda mucocutânea da estomia e na pele periestomia. São lesões dolorosas, friáveis, sendo mais comuns nas ileostomias e nas urostomias. (SCHREIBER, 2016).

Normalmente o tratamento para lesões pseudoverucosas, envolve cauterização com nitrato de prata e possível remoção cirúrgica. Além disso, é necessária a reavaliação do recorte da base adesiva da bolsa e a realização de barreira com uso de resina sintética em pasta. (SCHREIBER, 2016; STEINHAGEN; COLWELL; CANNON, 2017). 

Lesões pseudoverrucosas

Fonte: Arquivo pessoal da Enfermeira ET Sandra Marina da Silva Rosado Furtado (2015).

 
 

Apesar de a confecção da estomia ser considerada um procedimento cirúrgico simples, as complicações que surgem geralmente podem ser evitadas com uma adequada demarcação prévia do local e com técnica cirúrgica apropriada. O planejamento de cuidados específicos no período perioperatório dessas cirurgias são importantes, uma vez que interferem no processo de reabilitação do paciente. (PAULA; CESARETTI, 2014a; SCHMIDT; HANATE, 2015). 

A orientação das pessoas com estomia e de seus cuidadores é de responsabilidade da enfermagem e pode influenciar diretamente as ações de cuidado e autocuidado. Desse modo, a assistência de enfermagem especializada tem contribuído para a redução das complicações na pele periestomia. (SCHREIBER, 2016).

Nesse contexto, é importante destacar a orientação em relação à dieta, à promoção da ingesta hídrica e à identificação de sinais e sintomas que indicam obstrução intestinal, tais como náuseas, vômitos e distensão abdominal. (KAYO et al., 2015). 

Algumas complicações são imediatas, surgem nas primeiras 24 horas do pós-operatório, por exemplo: necrose de alça, hemorragia e edema. Outras são classificadas como precoces, ocorrendo entre o primeiro e o sétimo dia do pós-operatório, dentre as quais se destacam: o descolamento mucocutâneo, a fístula e a retração da estomia. As complicações tardias, por sua vez, se manifestam após a alta hospitalar ou até meses depois da cirurgia, por exemplo: hérnias paraestomais, prolapso de alça, retração da estomia, estenose, lesões pseudoverrucosas e dermatite periestomia. (PAULA; CESARETTI, 2014b; PAULA; MATOS, 2015).

Além disso, algumas complicações são específicas das ileostomias, tais como: déficit de nutrientes (vitamina B12, magnésio e potássio), diarreia e dermatite. (KAYO et al., 2015). A seguir são descritas as complicações imediatas, mediatas e tardias.